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domingo, 22 de janeiro de 2012

Para Uma Verdadeira Mudança II

Seria muito ambicioso da minha parte pôr em questão todo o sistema educativo atual, primeiro porque existem assuntos que me escapam, e segundo porque existe nele questões que concordo.

No entanto, existe um aspeto (para mim fulcral) que o atual sistema privilegia em detrimento do processo de desenvolvimento socio-emocional da criança e do adolescente: O produto final.

No que diz respeito ao atual conteúdo programático da expressão dramática para o ensino básico, concordo em quase toda a sua extensão, mas coloco algumas reticências em relação à sua eficácia: Primeiro devido ao atual número de alunos por turma, e segundo devido à carga horária destinada à sua prática. Não pondo em causa os técnicos que elaboraram tal programa, questiono-me quanto aos resultados obtidos.

Quando proponho a utilização dos jogos teatrais e de improvisação para o desenvolvimento socio-emocional, da linguagem e da criatividade da criança e do adolescente, estou a pensar num espaço de liberdade e de espontaneidade.
Neste espaço de liberdade e de espontaneidade, o líder (do latim "o que conduz" - que pode ser o professor) está presente como mero facilitador do processo de desenvolvimento da criança - como mero "veiculo" condutor. "O que conduz" deve privilegiar o erro como uma forma de progressão no desenvolvimento dos participantes; não deve criticar; não deve indicar caminhos nem soluções, mas sim facilitar o processo (dando-lhes exercícios) para os participantes o alcançarem.

Só quando a criança e o adolescente virem no líder um companheiro mais velho e com mais experiência naquela área, é que se sentirão à vontade para se expressarem de uma forma livre e espontânea. Só nessa altura é que surge a criatividade.

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