A educação tem como função principal evidenciar a subjectividade
existente em cada ser humano e integrar essa riqueza individual na sociedade,
de modo a formar uma unicidade cultural diversificada. Essa função só é conseguida através de uma Educação Estética.
A Educação Estética, que engloba todas as formas de
expressividade artística (ex.: música, dança, desenho, poesia e teatro), é a forma mais
democrática e libertadora que deve caracterizar o conceito de educação.
Trata-se de um modelo de educação que promove, no ser humano, um
equilíbrio harmonioso entre o seu mundo interno (sentimentos e emoções) e o seu
mundo externo (experiências e acontecimentos sociais).
Algumas sociedades defendem que a educação deverá “eliminar” qualquer “idiossincrasia”
individual, em prol daquilo que é determinado pela cultura vigente. Por outro lado, existem outras sociedades que defendem que as
características individuais devem ser valorizadas pelo sistema de ensino, de
modo a desenvolverem potencialidades que “permita uma infinita variação
de tipos”.
Estas duas perspectivas de olhar para a educação têm um
ponto em comum: A tentativa de integrar o individuo na “massa uniforme” da
sociedade.
No entanto, numa verdadeira sociedade democrática o ser
humano não pode ser visto como um objecto e “ser jogado para um molde e receber
um selo de autenticação”. A única forma que a educação tem para preservar e
valorizar a subjectividade humana é através de um princípio libertador.
Dando
liberdade aos indivíduos de expressividade não quer dizer que tenham opção em
escolher entre o bem ou o mal (uma das funções que a educação tem, que pode
levar à exclusão social), quer dizer sim, que através de
uma Educação Estética o individuo experiencia as qualidades positivas dadas
pelo equilíbrio entre os seu mundo interno e externo, e por exclusão elimina
naturalmente os “seus opostos”.
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