Nestas communitas,
os participantes encontram um espaço extraquotidiano, que lhes permite fazer
uma espécie de ritual de transição, da vida rotineira quotidiana em que dá
primazia ao individualismo, para um espaço de desenvolvimento pessoal e
comunitário, através da arte e da acção.
O desenvolvimento pessoal e colectivo acontece, pois os grupos de Teatro e Comunidade trabalham num espaço de
expressividade corporal, emocional e sensorial,
experienciam o conceito de afiliação e assumem o livre controlo das suas vidas, tornando-se
mais activos nas decisões da sociedade .
No que concerne à expressividade corporal, emocional e
sensorial, o participante encontra no grupo e na
actividade teatral que lhe está associada, uma liberdade expressiva, que é uma
necessidade ancestral e inerente ao ser humano.
J. L. Moreno (1889-1974), apoiado em estudos sobre o
inconsciente e o movimento/acção que surgiram nos finais do século XIX e
princípios do século XX, fundou uma nova metodologia para ajudar os indivíduos
a ultrapassarem as vicissitudes da vida e a melhorar os seus comportamentos,
através do grupo e da acção – o psicodrama .
No seu modelo terapêutico, considerou que um óptimo desenvolvimento pessoal só acontecia através de uma liberdade expressiva, como via para a procura de novos caminhos para a vida.
No seu modelo terapêutico, considerou que um óptimo desenvolvimento pessoal só acontecia através de uma liberdade expressiva, como via para a procura de novos caminhos para a vida.
Para Moreno, mais do que a utilização de palavras,
é somente através da utilização do drama
(do grego acção) que o individuo encontrará vias alternativas na resolução dos seus
problemas.
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