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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Possíveis razões para a desregulação emocional

Como já foi escrito anteriormente (ver Ser aceite no grupo de pares), as emoções e a expressividade dos afetos estão no cerne das relações interpessoais. Durante grande parte do século XX, a adaptação comportamental dos indivíduos às situações contextuais, nomeadamente aos seus parceiros sociais, pautou-se e foi influenciada por uma sociedade dinâmica e tecnológica, onde a busca do prazer imediato e a ostentação de bens materiais ditaram a regra. As emoções e a expressividade dos afetos passaram para um plano inferior.

O sistema escolar, com o intuito de acompanhar a sociedade moderna do século XX, “educou” crianças e adolescentes para atingirem altos níveis de cognição de forma a serem integrados num mercado de trabalho exigente e tecnológico (ver, por exemplo, Mudar de Paradigma na Educação), mas o conhecimento sobre emoções e a expressividade dos afetos foi descorado, provocando assim um desequilíbrio entre a competência cognitiva e a competência emocional. Hoje, existem estudos que indicam que uma criança com fraca competência emocional não é capaz de adquirir competência cognitiva (ver É fulcral um equilíbrio entre o desenvolvimento cognitivo e emocional).

Tal como Margarida Gaspar Matos sugere no seu recente estudo, é necessário criar espaços, onde os seus dinamizadores, optem por estratégias onde se proporcione às crianças e adolescentes uma saudável regulação emocional, e a escola é o local por excelência onde tal poderá suceder.

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