A pedagogia praticada em Teatro e Comunidade é uma
pedagogia estética (o que Augusto Boal chama de pensamento sensível), através
dos métodos e práticas teatrais. Os seus intervenientes experienciam uma
liberdade expressiva, artística e criativa, e através de uma prática
continuada, a solidariedade, a socialização, a auto regulação emocional e
afectiva, assim como práticas de cidadania são uma constante
.
Através de uma estética própria que emerge do grupo, os
seus intervenientes adquirem um equilíbrio emocional e cognitivo, importante para intervirem em sociedade de uma forma critica e não alienada. O intuito não é formar actores, mas sim proporcionar um
espaço de pedagogia artística construtiva. O propósito é transmitir experiências ao grupo através da
vivência com o outro e o contacto com os jogos teatrais.
Pretende-se criar um espaço libertador, extraquotidiano
(conceito de Eugenio Barba), para que possa surgir a criatividade.
Para além dos jogos teatrais utilizados, que permite aos
participantes um contacto com o lúdico e a conexão pessoal com material
primário, as principais técnicas que o pedagogo deverá utilizar em teatro e comunidade são: As técnicas de Augusto Boal, a técnica de
improvisação e o clown. Visto que os participantes destes grupos não são
profissionais, estas técnicas permitem uma abordagem mais suave e menos
incomodativa/intrusiva.
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