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domingo, 30 de novembro de 2014

IMPRO


    A técnica de IMPROvisação teatral está alicerçada na capacidade das pessoas serem espontâneas em contracena. 
Como o diálogo que acontece não é ensaiado, o óptimo desenrolar da cena depende do quão estão preparados os actores para o imprevisto.
          Para Keith Johnstone a espontaneidade, está intimamente ligada à criatividade e ao fomentar da imaginação, por isso privilegia a resposta espontânea  (a 1ª resposta) nos seus jogos e narrativas de improvisação. 
Para J. L. Moreno a espontaneidade é uma energia psíquica, que é gerada no momento em que o indivíduo tem que dar uma nova resposta (mas adequada) a uma situação. A espontaneidade surge num momento único sem o uso da cognição, como se de repente se acendesse uma luz brilhante num espaço escuro, capaz de mudar o rumo da situação de forma original e sem constrangimentos.
Na situação de improviso, o actor depara-se sempre com situações novas que requerem o exercício da espontaneidade, e as suas rápidas e originais respostas estão quase sempre livres de auto-julgamentos e pré-conceitos (que usualmente povoam as mentes). 
Com o exercício da espontaneidade promovem-se vias alternativas de resolução de problemas, que nunca seriam alcançadas através do raciocínio.

Para alguns teóricos (J. L. Moreno, David Kipper, por exemplo) espontaneidade e saúde são quase sinónimos. [cont.]

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