Da perspectiva do desenvolvimento humano, foram abordados
fundamentos e conceitos inerentes ao ser humano e à sua participação em grupos.
A regulação dos seus comportamentos, das suas atitudes e acções só é efectuada
na presença do outro, nomeadamente quando inserido em grupos.
O surgimento de estudos nos finais do século XIX e
princípios do século XX, relacionados com o inconsciente, com o movimento/acção
e com a intervenção social, vêm colocar à luz do dia aspectos ancestrais
inerentes à condição humana. Por outro lado, a crescente preocupação de estudar
e intervir em grupos e na comunidade, facilitou o entendimento de conceitos e
dinâmicas dos grupos, e a forma como acontece a mudança individual e colectiva.
A forte ligação que os participantes sentem em relação ao
colectivo e aos processos em Teatro e Comunidade, está intimamente ligado à
necessidade da expressividade através da acção, à mudança pessoal, à necessidade de afiliação e ao poder que as pessoas adquirem de
tomarem decisões pessoais e colectivas.
Todas estas características e todos os processos
inerentes à prática teatral, que foram referidas nos parágrafos anteriores,
provocam nos intervenientes nos grupos de Teatro e Comunidade uma espécie de
constante antropológica, em que são despoletados sentimentos e necessidades
ancestrais do ser humano.
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