Podemos Partilhar

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Um teatro para todos

A ideia de um teatro feito para a comunidade e da comunidade, de modo que o seu processo e produto final chegassem a um maior número de pessoas é ancestral. No entanto, segundo Marcia Pompeo Nogueira (2009), é na transição para o século XX que existe uma maior aproximação do teatro a um público não burguês.

Por influência da filosofia marxista, onde o proletariado era a classe revolucionária capaz de conduzir a sociedade contra o capitalismo, houve uma necessidade de levar a educação, o conhecimento e o teatro até junto do povo. O aparecimento do chamado “teatro experimental” (ex.: não precisava de cenário, o palco podia ser em qualquer lado e o espectador podia ser actor) foi outra influência forte. Começava-se a fazer uma ruptura com o teatro tradicional, tornando-os acessíveis a todos (Nogueira, 2009).

Por detrás deste movimento, estava a ideia democrática de levar a todas as classes sociais, principalmente às mais desfavorecidas, métodos e ferramentas capazes de transformar e abalar a ideia hegemónica de que só a classe burguesa tinha a capacidade de intervir e decidir sobre questões políticas e sociais. Assim, tal como a saúde, a educação e a habitação (para citar Sérgio Godinho) que deveria ser um bem de todos, a arte teatral também constituía-se um direito universal.

Sem comentários:

Enviar um comentário