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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Importância da Gestão dos Afectos na Criatividade !

A criatividade é uma importante fonte para alcançar avanços artísticos e tecnológicos. A capacidade de gerar várias e inovadoras ideias para o mesmo problema também é de extrema utilidade nas relações interpessoais. A capacidade criativa, depois de trabalhada, mantem-se relativamente estável no tempo. Uma criança que não desenvolva esta capacidade, não consegue gerar novas ideias para os problemas com que se depara, nem consegue “olhar” para os conceitos de diferentes perspectivas quando for adulto.
A capacidade criativa envolve processos cognitivos e afectivos.
Dois processos cognitivos de extrema importância são: O pensamento divergente – a capacidade de desenvolver muitas soluções para um problema – e a habilidade de transformação – flexibilidade no pensamento que permita pensar em soluções invulgares para os problemas, quebrando com o usual.
Estas duas características cognitivas encontram-se ligadas ao afecto, criando a capacidade de reflectir sobre os materiais e acontecimentos sociais com motivação. Crianças que expressem com mais frequência afectos durante uma brincadeira, têm uma maior capacidade de pensarem de modo divergente e habilidade de transformação.
Para a criança chegar a soluções inovadoras e criativas, é crucial haver um controlo cognitivo do afecto expressado. Para tal, é necessária uma regulação da expressividade dos afectos, pois altos níveis de afectos negativos é sinónimo de comportamentos disruptivos e dificuldade em fazer amigos.   
Regular o afecto, mais concretamente a sua expressividade (ex.: através de brincadeiras/jogos teatrais e de cooperação), beneficia a criança em contextos onde ser criativo e ter competencia social é de extrema importância: Situações interpessoais, actividades escolares e extra-curriculares.

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