Desde os anos 80 que investigadores têm estudado situações em que crianças usam a comunicação emocional dos outros para guiar o seu comportamento e os afectos. Tal é conseguido através de um referencial social, isto é, através de uma procura de informação nos outros, para depois usá-la como forma de regular a cognição e o comportamento. A criança nas suas experiências interpessoais tem que aprender a controlar as suas emoções e os afectos, através duma apreensão cognitiva daquilo que se está a passar à sua volta, desenvolvendo desse modo as suas capacidades sociais e emocionais.
Através do processo de maturação e da aprendizagem social a criança vai controlando as suas respostas emotivas, e através da acção começa, gradualmente, a regular as suas emoções e os afectos.
Com o surgimento da linguagem, a criança começa a criar competências cognitivas que vão ajudá-la na sua auto-regulação. A competência verbal e a competência social, que para certos autores se encontram interligadas, são aspectos centrais para a criança proceder a uma interacção positiva com os outros, gerir as suas emoções e afectos de forma a responder às expectativas sociais dos seus pares e dos adultos mais significantes.
Quando a comunicação é inadequada e insuficiente pode atrasar o desenvolvimento da competência social, originando baixo rendimento escolar, rejeição pelos pares, futuros comportamentos disruptivos e anti-sociais. Outra possível consequência de uma má competência social é o desenvolvimento de depressões unipolares, isto é, experiências faseadas e duradoras de tristeza e incapacidade de sentir prazer. As relações interpessoais são prejudicadas, pois existe uma incapacidade de o sujeito elaborar estruturas sociais estáveis, porque é-lhe difícil expressar afectos positivos capazes de manter a relação.
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