domingo, 6 de março de 2011
Mudar de Paradigma na Educação
Em nome da crise os governos cortam em atividades curriculares e extra-curriculares (ex.: área projeto e educação visual) e continuam a promover o ensino clássico da matemática e do português. O ensino da ciências e do português são de extrema importância, mas não são as únicas aptidões que a criança precisa no seu processo de desenvolvimento cognitivo e emocional, correndo-se o risco, dessa forma, de formatar a criança de modo a ser um aluno bom ou um aluno mau.
Toda a criança é criativa e espontânea. No entanto, existe um decréscimo destas caracteristicas à medida que vai avançando na escolaridade (... e no seu processo de socialização. Porque será? ).
No mundo globalizante, onde existe todo um manacial de tecnologias disponiveis, e com a informação à distância de um clique, não aproximar a escola das novas necessidades e interesses da criança, contribui-se para o elitismo escolar, onde os filhos de pais doutos é que prolongam a escolaridade.
A escola deverá ser um local onde cada criança tenha oportunidade de desenvolver as suas capacidades inatas (criatividade e espontaneidade), através da expressividade dos afetos e emoções (condições necessárias para a demonstração de desejos e motivação).
A arte é um corte radical na normalidade, que se procura obter em cada sociedade.
Através do teatro, nomedamente através de jogos dramáticos e sociodramáticos, dá-se à criança a oportunidade de exercitar a sua espontaneidade e criatividade. Desta forma, a criança expressa os seus afetos e emoções, desenvolve a capacidade de cooperação, de solidariedade social, de iniciativa e capacidade de reflexão e autonomia, aspetos fundamentais para o desempenho da cidadania.
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A escola deve fomentar todas essas actividades até porque acabam por se reflectir de forma positiva nas outras áreas da aprendizagem, fazendo com o local escolar seja aliciante para os seus protagonistas, os alunos.
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