[com a IMPROvisação] acontece
uma grande liberdade expressiva, que é promovida pela resposta espontânea
e pela livre iniciativa na escolha das actividades ( análogas a situações do
dia a dia), em contexto de improvisação teatral. Essa liberdade expressiva cria
uma grande flexibilidade psicológica, em que a tensão e o conflito (que
acontece quando é necessário solucionar um problema quotidiano) são
dissolvidos, e as potencialidades são libertadas no esforço espontâneo de
satisfazer as necessidades da situação imediata. É num clima de liberdade e de
abertura ao desconhecido que surge a espontaneidade, que é a primeira característica do
acto criador.
Através de jogos e de narrativas de improvisação acontece um
grande desenvolvimento da expressividade (física e verbal) e da
criatividade. O actor/participante, ao deixar-se guiar pela energia
psíquica momentânea, quando é confrontado com a situação nova em contracena
reage com naturalidade, à surpresa, à novidade e à mudança, criando respostas
novas e originais. É nesta energia que surge a livre expressividade e
criatividade, dando azo a vias alternativas de resolução de problemas. O
exercício da espontaneidade, entre outras capacidades, dá ao actor/participante
a oportunidade de experimentar a liberdade expressiva e assumir com
naturalidade as situações sociais e não-sociais com que se depara.
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