O teatro comunitário, através das suas técnicas e
práticas, dá a oportunidade aos seus intervenientes de experienciarem um
desenvolvimento pessoal e colectivo. Através de uma comunicação teatral e artística,
promove laços afectivos e sociais entre os elementos dos grupos, dando “voz”
aos problemas sociais e das comunidades.
Este teatro mais democrático pode adquirir outros nomes,
conforme a sociedade onde cada grupo se encontra (ex.: na Itália adquire o nome
Teatro social, enquanto nos E.U.A é chamado de Teatro Amador), surge sempre
como uma necessidade colectiva de um grupo comunicar alguma necessidade ou
preocupação através da linguagem teatral.
O trabalho realizado, desde o processo
artístico até ao produto final, embora valorize a criação pessoal, coloca a ênfase no colectivo e na temática que deseja abordar. Com a prática, os
participantes descobrem que a sua individualidade cresce com o outro, e que o
colectivo é enriquecido com o suporte de cada individualidade.
Todos os grupos de teatro comunitário trabalham também a inclusão e a integração. Todas
as pessoas, de qualquer faixa etária, que queriam integrar o grupo e que sintam
o teatro como uma forma de arte capaz de mudar a sua vida, de modo a ficar mais
integrado na sociedade, e actuando perante ela, poderão fazê-lo.
Todos os
grupos de teatro comunitário, por terem um espirito de inclusão, “acreditam” que
a experiência que cada elemento novo traz para o grupo valoriza o colectivo.
Sem comentários:
Enviar um comentário